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Ginecologista e Sexóloga falam sobre hidratação intima

por Altair Campos

Ainda tratada como tabu por muitas mulheres, a hidratação íntima é um dos pilares do bem-estar feminino e precisa ser abordada com informação, naturalidade e orientação adequada.

Para a sexóloga e CMO da INTT Cosméticos, Stephanie Seitz, falar sobre saúde íntima é também falar sobre liberdade e autoconhecimento.

Stephanie Seitz (Foto: Divulgação)

“A mulher foi ensinada a cuidar do cabelo, da pele, do corpo inteiro, mas quase nunca recebeu orientação sobre como cuidar da própria intimidade. E isso impacta diretamente na autoestima e na vida sexual”, afirma Stephanie.

Segundo ela, o ressecamento íntimo é uma queixa muito mais comum do que se imagina e não está restrito à menopausa. Estresse, anticoncepcionais, alterações hormonais, pós-parto e até ansiedade podem interferir na lubrificação natural.

“Quando a mulher sente desconforto, ardor ou dor na relação, muitas vezes ela acha que é ‘normal’ ou que é algo que precisa suportar. Não é. A hidratação íntima é cuidado preventivo, é qualidade de vida”, reforça.

Stephanie explica que o desconforto íntimo pode gerar um efeito em cadeia: diminuição do desejo, insegurança corporal e até afastamento do parceiro.

“O prazer começa na segurança. Quando há dor ou incômodo, o corpo se fecha. E isso não é só físico, é emocional também”.
Ela destaca ainda que produtos inadequados são um erro comum. Hidratantes corporais, sabonetes agressivos e fragrâncias intensas podem alterar o pH da região íntima e comprometer a barreira de proteção natural.
 
O olhar médico
 
A ginecologista e especialista em reprodução humana, Dra. Carla Iaconelli, reforça que a mucosa vaginal é altamente sensível e responde diretamente às oscilações hormonais.

Dra. Carla Iaconelli (Foto: Divulgação)

“A queda do estrogênio, especialmente após os 40 anos ou na menopausa, é uma das principais causas do ressecamento. Mas mulheres jovens também podem apresentar o sintoma. O importante é não normalizar o desconforto e buscar orientação.”

Segundo a médica, quando há ardência persistente, fissuras ou dor frequente, é fundamental avaliação ginecológica para descartar infecções ou outras condições clínicas.
 
Como cuidar da hidratação íntima? As especialistas orientam:


           •           Utilizar hidratantes específicos para a região íntima
           •           Observar a composição (sem álcool e fragrâncias irritativas)
           •           Manter higiene adequada, sem excessos
           •           Buscar acompanhamento médico em caso de sintomas recorrentes
 
Para Stephanie, a principal mudança é cultural.
 
“Cuidar da hidratação íntima não é luxo. É saúde. É autoconhecimento. É poder viver todas as fases da mulher com conforto e prazer”.

A mensagem final é clara: desconforto íntimo não deve ser ignorado. Informação e orientação profissional são os primeiros passos para transformar saúde íntima em prioridade.

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